Novanguarda - A Máquina de Retratos

Novanguarda - A Máquina de Retratos
A “Máquina de Retratos” começou como uma história escrita por Julio Ferraz, líder da Novanguarda, entre 2008 e 2010. O conto com um único tema foi transformado em canção e os capitulos, ou canções seguem uma ordem de histórias do cotidiano. A vida real dentro de suas caixas de concreto e em seu convivio urbano. Histórias de vidas longe de redes sociais quando as pessoas são de verdade não personagens de um roteiro de mentiras. Quando a ferida realmente dói.
Assim nascem os personagens da história musicada do Novanguarda. “Valéria”, que abre o disco, é uma menina de 16 anos que se apaixona pelo engano. Todos os temas do disco são diretos e, na maior parte da história seguem um sentido crescente até a auto-destruiçao do último personagem. “Maria” é uma suicida viciada em psicotrópicos e depois dela as faixas que encerram o disco-história trazem toda gama de sentimentos e agonias vividas por ela.
A Máquina de Retratos surgiu de um conceito de não seguir regras comuns de produção, captação ou timbres. A banda junto com o produtor Adriano Leão trabalharam juntos para o disco que explora as texturas psicodélicas e trabalha com muitas camadas sobre temas realistas abordados através de metáforas. A “Maquina de Retratos é um disco com tratamento vintage, mas sem negar os anos 2000.
Gravado entre outubro de 2010 e janeiro de 2012 o disco conta com várias participações. Bonifrate, Tatá Aeroplano, Dmingus e Pierre Leite estão entre as faixas. A capa assinada pela designer recifense Luciana Medeiros é um convite a reflaxão sobre todas os sentimentos expostos ao longos das faixas que formam a história de “A Maquina de Retratos".
Por Amanda Fernandes
(O Alvoradense / Devaneios& Decepções)











